Reprodução assistida: como funciona a inseminação artificial



Há algumas semanas, falamos aqui no blog sobre infertilidade, ou seja, a dificuldade de reprodução. A infertilidade atinge aproximadamente 15% dos casais e pode ser causada por diversos motivos: problemas no organismo feminino, masculino ou uma associação de ambos. Mas você sabia que existem técnicas de reprodução assistida que podem auxiliar aqueles casais que desejam ter filhos? A inseminação artificial é uma delas.

A técnica, considerada de baixa complexidade, consiste na inserção do sêmen dentro da cavidade uterina. É indicada para pacientes que apresentam dificuldades em uma gravidez natural, seja por defeitos endocervicais (na parte interna do colo do útero), muco cervical hostil (espesso, pegajoso ou ácido demais para os espermatozoides), distúrbio discreto do sêmen e infertilidade sem causas aparentes ou outras particularidades que impeçam a fecundação.

Para realizar a inseminação artificial, a mulher deve ter pelo menos uma tuba uterina normal, pois como a fertilização no óvulo ocorre no interior da tuba, ela deve permitir o encontro do espermatozoide com o óvulo. Para mulheres com laqueadura tubária, o tratamento indicado é a Fertilização in Vitro (FIV), que trataremos na próxima semana.

Já o homem deve possuir pelo menos 5 milhões de espermatozoides móveis progressivos para cada ml de sêmen. Caso o espermograma apresente alguma alteração, a chance de sucesso com a inseminação artificial pode ser comprometida. Nesses casos, também pode ser indicada a FIV.

O tratamento da inseminação artificial intrauterina inicia a partir do início da menstruação. No segundo dia, a mulher começa a aplicar um hormônio chamado FSH, que irá recrutar alguns folículos dos ovários e estimular o crescimento destes. Essas doses hormonais são aplicadas diariamente por cerca de 09 ou 10 dias. Durante esse tempo, são realizados exames de ultrassom para acompanhamento e possível ajuste na dosagem do FSH. Quando um ou dois folículos atingem o tamanho ideal, é aplicado um segundo hormônio chamado hCG. Ele promove o amadurecimento do óvulo e o rompimento dos folículos (ovulação) em média após 36h de sua aplicação.

Cerca de 2 horas antes da ovulação, o homem faz a coleta do sêmen, que é levado ao laboratório para separar os espermatozoides mais bem formados e prepará-lo. Em seguida, o sêmen já manipulado é depositado no interior do útero no momento da ovulação utilizando um fino cateter. O procedimento é indolor e assemelha-se à coleta do Papanicolau. A mulher permanece deitada por 20 a 30 minutos para que os espermatozoides atinjam as tubas uterinas. Após esse tempo, é permitido seguir as atividades cotidianas.

O período entre o início do tratamento e a confirmação ou não da gravidez dura em média 30 dias. Após 12 dias da inseminação, já é possível fazer o teste de gravidez. É válido ressaltar que a taxa de sucesso gira em torno de 20%. Em caso de insucesso, é sugerido até duas novas tentativas de inseminação artificial, que podem ser feitas em ciclos consecutivos sem problema algum. Depois disso, caso os testes de gravidez sejam negativos, é preciso conversar com o especialista para analisar outras opções, como a FIV.

No Brasil, o custo de uma inseminação varia de R$ 2.500 a R$ 4 mil por tentativa, sem os gastos com medicação, que vai desde R$ 1 mil até R$ 5 mil, dependendo da técnica adotada.

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Fontes: Revista Crescer | Ferticlin | MaterPrime | Minha Vida

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