Saiba mais sobre a medicina fetal



Você sabia que cerca de 30% dos problemas de malformações podem ser solucionados quando o bebê ainda está no útero? Esse é o intuito da medicina fetal, uma área de atuação da Ginecologia e Obstetrícia que visa promover a saúde materno-fetal através do acompanhamento detalhado da gestante.

Através de procedimentos preventivos, o especialista em medicina fetal consegue analisar riscos, diagnosticar e tratar possíveis complicações da gestação. Entre os procedimentos mais comuns realizados por esses profissionais estão o aconselhamento genético, rastreamento de doenças cromossômicas, diagnóstico de complicações da gestação e de malformações fetais através de exames de imagem, bem como punções para obtenção de amostras para exames laboratoriais.

Graças à evolução da medicina fetal, surgiram também alguns procedimentos cirúrgicos que são realizados para operar o feto, quando necessário. Confira algumas das patologias que podem ser tratadas através da medicina fetal.

- Hérnia Diafragmática Congênita (HDC): quando o diafragma não fecha completamente e, por isso, os órgãos do abdômen sobem para o tórax e impedem o desenvolvimento do pulmão. Nos casos graves, essa malformação pode ser corrigida com uma cirurgia fetal que pode ser realizada entre 24 e 28 semanas de gravidez.

- Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF): uma complicação rara, que pode acontecer na gravidez de gêmeos que compartilham a mesma placenta. Diagnosticada por meio da diferente quantidade de líquido amniótico entre as duas bolsas dos dois fetos, o tratamento consiste em uma intervenção cirúrgica minimamente invasiva, para impedir o desequilíbrio na circulação de ambos os fetos. Após a realização, já é possível perceber o equilíbrio hemodinâmico entre os fetos. Geralmente, o tratamento é indicado no final do segundo e início do terceiro trimestre de gestação.

- Mielomeningocele ou espinha bífida: malformação na coluna do feto que deixa a medula espinhal e as raízes nervosas expostas, o que pode ocasionar diversas alterações neurológicas. A técnica mais utilizada para corrigir a espinha bífida consiste em um procedimento feito por meio de uma pequena incisão no útero, onde os médicos corrigem o problema com o auxílio de microscópios de alta resolução.

- Cardiopatias fetais: o diagnóstico é realizado através do ecocardiograma fetal, que é uma ultrassonografia para avaliar o coração do bebê. Alguns bebês com cardiopatias específicas podem ser tratados ainda dentro do útero. Em outros casos, é necessário esperar o nascimento em uma maternidade especializada em bebês cardiopatas para então começar o tratamento.

Fazer o pré-natal regularmente e deixar o seu médico a par de todos os sintomas durante a gestação é a melhor forma de cuidar de si e do bebê. Através dos exames periódicos é possível diagnosticar alguma anormalidade e tratar a tempo, caso necessário.

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Fontes: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo | Gestar Medicina Fetal | Fleury Medicina e Saúde

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